segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Resenha: Esquadrão Suicida

O "Esquadrão Suicida" apareceu pela primeira vez em "The Brave and the Bold" n° 25, em 1959. Na trama, o grupo era uma unidade de paramilitares que combatia ameaças superpoderosas.

Sob o comando do Capitão Richard Flag, esse Esquadrão era formado por soldados que concordaram trabalhar para as autoridades em missões de alto risco, consideradas suicidas. Eram eles: Karin Grace, Dr. Hugh Evans e Jess Bright, além do próprio Flagg. 

Durante a década de 50, o Esquadrão Suicida tornou-se uma elite designada para missões secretas no exterior.
Em 1986, inspirado pela série de TV "Missão Impossível" de 1966 e pelo filme "Os Doze Condenados", o roteirista John Ostrander resolveu trazer o Esquadrão de volta, mas desta vez formado por supervilões. 
Foi explicado que, décadas depois do Esquadrão original, a assessora do Congresso Amanda Waller reconstituiu a fórmula do grupo oferecendo a criminosos redução da pena em troca da participação deles em operações secretas. Cada agente recebia uma pulseira explosiva preparada para detonar se tentasse fugir ou se tornasse um risco para a segurança. Rick Flag Jr. foi recrutado para ser o líder de campo do grupo. 

A última versão do Esquadrão era comandada pelo General do Exército Americano Frank Rock (o Sargento Rock) e por Bulldozer, um dos homens de confiança de Rock na Segunda Guerra Mundial, no pelotão "Companhia Moleza". 
Além do Rock e Bulldozer, os integrantes da equipe eram: Pistoleiro, Modem, um hacker de computador, e Havana, uma operativa com um passado misterioso. 
O Esquadrão Suicida também apareceu no desenho animado "Liga da Justiça Sem Limites", no episódio "Task Force X", mas os produtores vetaram o nome "Suicida" e trocaram por "Força-Tarefa X".

Na primeira adaptação para o cinema, o Esquadrão é formado por Christopher Weiss (o Slipknot), o Capitão Bumerangue, Magia, Katana, Arlequina, Pistoleiro, Waylon Jones (o Crocodilo) e El Diablo, todos liderados por Rick Flag.
É o terceiro filme do novo universo cinematográfico da DC Comics, que lançou anteriormente "O Homem de Aço" e "Batman v Superman: A Origem da Justiça".
David Ayer dirigiu e editou todo o filme, e falou sobre isso em entrevista ao Collider. "Mas este corte do filme é o meu corte, não há nenhuma espécie de universo paralelo do filme, o filme lançado é meu corte. E isso é uma das coisas mais difíceis sobre escrever, gravar e dirigir um filme, é que você termina com esses órfãos e você os ama e você acha que teriam cenas surpreendentes e fariam coisas surpreendentes, mas o filme é uma ditadura, não é uma democracia, e só porque algo é legal e carismático não significa que ele sobreviverá ao corte final. O fluxo do filme é o mais alto mestre", disse ele.

David quis explicar a dificuldade de montar todo o material gravado em 130 minutos (2 horas e 10 minutos). São muitos personagens e uma história para serem apresentados. Por isso, o filme tem um ritmo muito rápido e não deixa tempo nenhum para recuperar o fôlego ou explicar o que está acontecendo.
Um ponto alto, com certeza, é a trilha sonora. Escolhida perfeitamente para para cada cena, tornando o filme mais animado.

Viola Davis interpreta uma Amanda Waller à altura da personagem nos quadrinhos, forte. Will Smith, Margot Robbie, Jay Hernandez e Joel Kinnaman também se destacaram como Pistoleiro, Arlequina, El Diablo e Rick Flag, respectivamente. Os outros membros do Esquadrão tem seus momentos, mas acabaram um pouco ofuscados e esquecidos em toda a ação.
O Coringa aparece muito coadjuvante, se deixar uma marca ou cena importante que empolgasse os fãs.

A sensação é de que o Esquadrão foi mal aproveitado. No geral, este foi mais um capítulo da expansão do universo da DC nos cinemas. Nos resta esperar que os próximos longas explorem melhor seus personagens, seguindo uma história digna de ser contada.