terça-feira, 15 de março de 2016

UFSCar cria Instituto de Línguas, que terá atividades nas áreas de Inglês, Espanhol, Português e Libras

O Conselho Universitário (ConsUni) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) aprovou no início de março a criação do Instituto de Línguas da Universidade, a partir de proposta que vinha sendo elaborada por docentes do Departamento de Letras desde 2013, em interlocução com a Pró-Reitoria de Extensão, e que contou também com a colaboração de docentes das áreas de Educação Especial e Língua Brasileira de Sinais (Libras), além do diálogo com estudantes do Centro de Culturas Indígenas (CCI) da UFSCar.

Cláudia Maria Simões Martinez, pró-reitora de Extensão da UFSCar, que apresentou a proposta aos conselheiros, relembrou uma história de quase 20 anos de oferta de atividades de extensão na área de Línguas. "Com a criação dos cursos de Licenciatura em Letras Português-Inglês e Português-Espanhol, em 1996, surge também a expectativa das comunidades interna e externa pela oferta de atividades envolvendo essas línguas. O caminho para atendimento a essa expectativa foi via extensão, com a oferta de cursos de idiomas curriculares e extracurriculares, elaboração de provas de proficiência, cursos preparatórios para exames de certificação e atividades de tradução e revisão de textos. Agora, a criação do Instituto de Línguas vem consagrar e possibilitar a expansão do trabalho já desenvolvido por nossos docentes, juntamente com seus estudantes, ao longo de todos esses anos", situou a Pró-Reitora.

Além dos esforços do Departamento de Letras, Martinez também destacou a oferta de atividades de ensino de Língua Brasileira de Sinais (Libras) na UFSCar desde 2012 e a criação, em 2014, do curso de Bacharelado em Tradução e Interpretação em Libras/Língua Portuguesa.
Na apresentação ao Conselho, foram registrados como fatores que contribuíram mais recentemente para o aumento da demanda pelo conhecimento de línguas na Universidade os impactos do Programa de Ações Afirmativas (PAA), os projetos de internacionalização, a criação de novos programas de pós-graduação e as exigências de publicação da produção científica de pesquisadores e grupos de pesquisa. Especificamente em relação ao PAA, destaca-se o potencial dos estudantes indígenas para atuarem na difusão de suas línguas e culturas. Assim, está sendo iniciado um diálogo com membros do CCI para que possam ser oferecidas atividades envolvendo as línguas e culturas indígenas da comunidade da UFSCar já na primeira fase de implantação do Instituto.

Neste momento, as áreas já estabelecidas para o Instituto em seu primeiro ano de funcionamento são Libras, Língua Inglesa, Língua Espanhola e Língua Portuguesa (materna, segunda, estrangeira, de acolhimento e de herança). Já as frentes de atuação em cada uma dessas áreas são as de "Formação em línguas", "Tradução, interpretação e revisão" e "Exames de proficiência para programas de pós-graduação". Na frente de "Formação em línguas", deverão ser oferecidos já neste primeiro semestre de 2016 cursos de Espanhol, Inglês e Libras para servidores e estudantes da UFSCar e, também, para outros públicos, além de oficinas de formação continuada para professores da rede oficial de ensino e, também, de centros de ensino de idiomas. Na frente de "Tradução, interpretação e revisão", vislumbra-se a possibilidade de parcerias com as pró-reitorias de Pós-Graduação (ProPG) e de Pesquisa (ProPq), bem como com os programas de pós-graduação da Universidade, para atividades nas áreas de Espanhol (tradução e revisão de textos acadêmico-científicos), Libras (tradução e interpretação in loco e em vídeos) e Português (preparação e revisão de textos acadêmico-científicos para publicação). Por fim, na frente dos exames de proficiência, também devem ser consolidadas parcerias com a ProPG e com os programas de pós-graduação para a elaboração de exames de proficiência em Espanhol, Inglês e Português para grandes áreas de conhecimento ou para programas de pós-graduação específicos.
O Instituto de Línguas será instalado no edifício AT10 do Campus São Carlos, onde já funciona o programa Idiomas sem Fronteiras. Um Conselho pro tempore deverá elaborar o regimento da unidade nos próximos seis meses.