terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Começa a Campus Party 2016

Nesta terça-feira (26) começa o maior evento de tecnologia e cultura digital: a Campus Party. Esta edição brasileira espera receber 8 mil campuseiros e 120 mil visitantes na área aberta, chamada Campus Experience. Neste ano, o tema do evento é "Feel the Future", que é uma fundação que vai reunir mais de mil profissionais de diversas áreas do conhecimento para pesquisar a sociedade e entender como vamos viver daqui a 15, 30, ou até 50 anos, quando a previsão é de que todo o trabalho que hoje é feito por humanos seja realizado por máquinas. 

Outra novidade são os formatos das palestras. Os palcos ficaram mais baixos e a duração será de 25 a 30 minutos, para que o tempo de perguntas seja mais longo, permitindo uma interação maior entre o público e o palestrante. Você pode acompanhar as palestras ao vivo pelo site Campuse.ro.

Durante a coletiva de imprensa de abertura do evento, foi anunciada uma nova edição da Campus Party em Brasília. A cidade vai receber o evento no segundo semestre de 2017, e o tema principal será transparência e abertura de dados. A Campus Party acredita que os dados disponíveis à população não estão sendo usados em todo o seu potencial, então a Campus Party Brasília pode promover o combate à corrupção.

Na carta aberta do presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farrugia, ao Ministro da Cultura Juca Ferreira, Ferrugia abordou o fato deste ser o primeiro ano em que o evento não recebe o apoio da Lei Rouanet, que apoia projetos culturais. A justificativa oficial foi a de que o evento é sobre tecnologia e não cultura. 
"Negar incentivo à cultura digital não só é negar o presente, é excluir o futuro de milhões de jovens de todo o Brasil. Entender que cultura é só música erudita, música folclórica e livros, além de injusto, é ter uma visão conservadora da cultura. [...] No Ministério da Cultura, talvez desconheçam que hoje a cultura digital tira dezenas de milhares de jovens do narcotráfico, dando oportunidades àqueles excluídos das universidades e até escolas. [...] Negar a cultura digital é como pensar que só se pode comunicar com jornais, e não com um blog, que só existe o desenho pintado e não em 3D. [...] Está em curso uma mudança de paradigma cultural: é a primeira vez na história da humanidade que os filhos ensinam aos pais", diz um trecho da carta.