segunda-feira, 11 de julho de 2016

Reino Unido se baseou em filme de Michael Bay para invasão no Iraque

Foi divulgado na mídia o relatório Chilcot, destinado a investigar as motivações britânicas na invasão ao Iraque, nos eventos de 2003. O relatório sugere que o ex-primeiro-ministro Tony Blair exagerou nas ameaças árabes para justificar o ataque ao País. A explicação da suposta ameaça é baseada diretamente no cinema: Sir John Chilcot sugere que o serviço de inteligência britânico utilizou trechos do filme de ação "A Rocha", de Michael Bay, para descrever uma falsa tecnologia iraquiana. O filme de 1995 gira em torno do uso de armas químicas. O ator Nicolas Cage interpreta um especialista no assunto, encarregado de interromper uma ameaça iminente, um ex-marinheiro que se apoderou de foguetes contendo gás nocivo, e ameaça a população de São Francisco, na Califórnia. Para atingir seus objetivos, um antigo prisioneiro (Sean Connery), único que conseguiu fugir de Alcatraz, deve ajudá-lo a entrar no local e abortar os planos. Várias cenas do filme trazem Nicolas Cage manipulando pequenas esferas de vidro verdes, contendo o perigoso gás XV. Em 2002, o Reino Unido afirmou em comunicado oficial que uma "nova fonte" com "acesso fenomenal" aos planos iraquianos teria descoberto um complexo plano envolvendo armas químicas. De acordo com a fonte citada, os iraquianos estariam usando gazes nocivos dentro de "pequenas esferas de vidro", apesar de o material ser extremamente raro em armas químicas. O relatório aponta que o próprio MI6 percebeu as semelhanças com o filme: "Um filme popular havia mostrado de maneira errônea o gás nocivo sendo carregado em esferas de vidro". Ou seja, o motivo da invasão ao Iraque seria tão absurdo que o MI6 teria inventado uma tecnologia inexistente, extraída de um filme de ação, para justificar o ataque que gerou milhares de mortes de civis e militares. Depois da invasão, o Reino Unido foi obrigado a se retratar, explicando que as informações eram falsas. Confira o trailer de A Rocha a seguir.

Fonte: Adoro Cinema