sábado, 21 de novembro de 2015

Resenha | Jessica Jones

Jessica Jones, a segunda série em parceria entre a Marvel e a Netflix, estreou na última sexta-feira, 20 de novembro, e a heroína dá início a uma nova fase dos super-heróis. 
Além de ser uma das primeiras mulheres superpoderosas entre os vigilantes nas telas, ela apresenta também um novo lado das histórias de herói, que Demolidor iniciou.

A trama segue a história da heroína que ganhou poderes depois que o veículo de sua família colidiu com um caminhão com carga radioativa.
Na série, não vemos essa parte de como a protagonista conseguiu seus poderes, mas mostra muito bem quais são as motivações tanto da heroína quanto do vilão. Os próprios poderes dela são usados de uma forma sutil, mostrando que no fundo ela é uma pessoa normal, agindo na clandestinidade em Hell's Kitchen. Ela passou por um grande trauma antes de decidir não agir mais como vigilante, então a produção conta com poucos, mas precisos momentos nos quais ela usa sua super força, tornando a história mais realista. 




Krysten Ritter não deixa a desejar em sua atuação, mostrando toda a força, a personalidade e o humor sarcástico da personagem.

Outro destaque é Mike Colter no papel de Luke Cage, exibindo uma boa química entre ele e a heroína. 

Nos quadrinhos, o Poderoso foi vítima de um projeto científico bancado pelas Indústrias Stark. O Dr. Noah Burnstein injetou bactérias em Lucas e o escaldou em um produto químico. Depois da transformação e de sofrer mais na mão dos cientistas, Lucas tomou consciência de sua força e de sua pele impenetrável e resolveu fugir. A polícia o considera como morto.

Quando ele impediu um assalto, as pessoas o chamaram de herói e assim ele assumiu a identidade de Luke Cage. Ele até fez parte dos Novos Vingadores e do grupo "Heróis de Aluguel", formado por ele e o Punho de Ferro.

A Netflix e a Marvel também estão trabalhando na produção dessas duas séries.
Aliás, Nicolas Cage (que na verdade se chama Nicholas Coppola) escolheu seu nome artístico em homenagem a esse personagem, para que os agentes da indústria cinematográfica não o associassem imediatamente a seu tio, o cineasta Francis Ford Coppola.
E se a Harper te parecer familiar, não estranhe. Ela é interpretada por Carrie-Anne Moss, a Trinity de Matrix!

 












E o vilão Kilgrave, papel de David Tennant, é aquele mau de verdade, um homem arrogante e cheio de si que usa e abusa do poder de controlar a mente das pessoas. 
Ele faz de tudo para se aproximar de Jones novamente e usá-la. Kilgrave não tem limites e não poupa ninguém, fazendo de todos seus fantoches para conseguir o que quer.
 

Por essas e outras, Jessica Jones é uma série imperdível para quem gosta do universo Marvel e dos super-heróis e quer se manter por dentro das produções desse gênero.
Se continuar nesse nível, a Marvel/Netflix tem tudo para crescer ainda mais também nos seriados.