quinta-feira, 6 de agosto de 2015

“Que Mundo É Esse?” mostra refugiados do Curdistão

No próximo domingo, dia 9 de agosto, no terceiro episódio de "GloboNews Que Mundo É Esse?", André Fran, Felipe UFO e Michel Coeli conhecem crianças, idosos, famílias inteiras que fugiram para o Curdistão, considerado hoje o lugar mais seguro do Iraque.
Cerca de 1 milhão e meio de pessoas sobrevivem em campos de refugiados, em busca de proteção contra o Estado Islâmico e a Guerra Civil da Síria – muitos deles chegaram há apenas alguns dias nestes locais.

O trio visita o campo de refugiados de Bahrka, o maior da região de Erbil, para conhecer as pessoas que vivem ali, entender como tomaram a decisão de deixar tudo e todos para trás para escapar da morte e o que esperam do futuro. Com uma estrutura precária, sem saneamento básico e esgoto a céu aberto, no verão enfrentam um calor de 50°C e, no inverno, nevascas e temperaturas abaixo de zero.
Eles ainda conhecem dois brasileiros que trabalham em uma escolinha de futebol para refugiados em Erbil e são convidados para bater uma bola com os meninos. O brasileiro Cláudio Moises, que lidera o projeto, diz que o futebol ajuda a aliviar o estresse de um grupo que não tem esperança, nem entretenimento.

Ainda neste episódio, André, Felipe e Michel conhecem os yazidis – considerado o povo mais perseguido do mundo. Acusados de serem adoradores do diabo pelo Estado Islâmico, são perseguidos e mortos sem piedade pelos extremistas. Quem não é executado acaba submetido a torturas, violência sexual e escravidão. Eles somam mais de um milhão de pessoas no mundo, na maior parte fora do Iraque. Além de mostrar a realidade e a cultura deste povo, o "Que Mundo É Esse?" vai até a vila de Lalish, o local mais sagrado para os yazidis. A religião é anterior ao islamismo e tem uma relação próxima com elementos da natureza e rituais envolvendo dança e música.

Com direção-executiva de Rodrigo Cebrian e produzido pela BASE#1, o terceiro episódio do "Que Mundo É Esse?" vai ao ar no domingo, dia 9, às 23h, na GloboNews.
Michel Coeli e algumas crianças no campo de refugiados de Bahrka, o maior da região de Erbil. Crédito: Divulgação