domingo, 3 de novembro de 2013

Entrevista com Ben Schnetzer, o Max de A Menina que Roubava Livros

Recém-graduado da Guildhall School of Music and Drama em Londres, Ben Schnetzer, de 23 anos, está no elenco de "A Menina que Roubava Livros", adaptação do romance de Markus Zusak, com o papel de Max.

O filme, dirigido por Brian Percival, segue Liesel (interpretada por Sophie Nelisse), uma menina adotada por um casal alemão (Geoffrey Rush e Emily Watson), pouco antes do início da 2ª Guerra Mundial.
A família abriga Max Vandenburg, um jovem judeu descrito no livro como um ex-lutador, e ele e Liesel rapidamente cultivam uma profunda amizade, compartilhando o gosto por livros, pelas palavras.
Este é o primeiro grande papel de Ben no cinema, e já está atraindo elogios.
Em suas mãos, Max é vulnerável, mas forte. A coragem de seu personagem é sempre temperada pela humildade.

"Foi o ano mais louco da minha vida", disse ele, rindo, em entrevista ao The New York Times.
Enquanto filmava "Pride", um filme sobre uma greve trabalhista, o ator falou por telefone sobre a experiência com o filme, e muito mais.
Confira.

Como você decidiu deixar Nova York, onde nasceu e cresceu, para estudar teatro em Londres? 
Eu percebi que queria dar uma chance adequada à Atuação, para me comprometer com isso. Até aquele ponto, eu tinha uma verdadeira aversão ao treinamento, eu tinha ilusões ingênuas de que comprometeria meus instintos. Eu não sabia que uma boa formação é um verdadeiro meio para cultivar os seus instintos, para incentivá-los.

Um dos papéis de Max é lembrar Liesel (e os telespectadores) de como a vida é passageira, e como é importante estar presente no seu dia. Isso é algo que você pratica?
É algo que eu me esforço para praticar. Quando estávamos filmando, eu estava mantendo todos esses diários. E eu me lembro de falar com minha mãe, tentando verbalizar todas as experiências que eu estava tendo. E me lembro de minha mãe dizendo "Ben, a reflexão é um processo retroativo." Quando você está passando por isso, essa é a hora de simplesmente deixá-lo passar sobre você. Você não precisa intelectualizar tudo. Isso é para a estrada, quando você está sentado com alguém e tendo uma bebida.

Max continua otimista, mesmo quando as circunstâncias estão ficando cada vez mais sombrias.
É algo que Brian (o diretor) e eu discutimos bastante na pré-produção. Em todas essas pequenas regras de atuação, uma das mais interessantes é "Faça o oposto." Não faça a "vítima". Eu fiz tanta pesquisa quanto eu pude sobre o período, e eu tive a oportunidade de encontrar pessoas que estavam se escondendo durante o Holocausto, e foram experiências muito significativas. Brian e eu conversamos sobre como Max é um sobrevivente. Uma das narrativas que foram omitidas no filme, mas está presente no livro é o fato de que ele é um lutador, e isso era algo que queríamos manter, esse senso de sobrevivência - que, em cada situação, há algo você pode achar que vai mantê-lo avançando. Não importa o quão frio você é ou como você está com fome, você pode estar quente amanhã.

Quando um romance amado como "A Menina que Roubava Livros" é filmado, o elenco pode sentir o peso de seus leitores com antecipação. "Foi certamente uma esperança e uma intenção e um objetivo de atender às expectativas das pessoas", disse ele, e acrescentou: "Você tem que se concentrar em contar a história da forma mais sincera e fiel possível. O único ponto de referência que eu tenho é o meu próprio."

O filme tem lançamento marcado para